Sobre poemas musicais...

What am I to you?

Tell me darlin' true
To me you are the sea
Vast as you can be
And deep the shade of blue

When you're feelin' low
To whom else do you go?
I'd cry if you hurt
I'd give you my last shirt
Because I love you so

Now if my sky should fall
Would you even call?
I've opened up my heart
I never want to part
I'm givin' you the ball

When I look in your eyes
I can feel the butterflies
I'll love you when you're blue
But tell me darlin' true
What am I to you?

If my sky should fall
Would you even call?
I've opened up my heart
I never wanna part
I'm givin' you the ball

When I look in your eyes
I can feel the butterflies
Could you find a love in me?
Would you gave me a tree?
Don't fill my heart with lies
I will love you when you're blue
But tell me darlin' true
What am I to you?


Sobre tocar o ponto G auditivo...

Que me perdoem os desprovidos de inteligência, mas inteligência é fundamental. Todo aquele papo de que beleza é fundamental pode até ser verdade, mas, sinceramente, se parar para analisar, beleza não é e nem nunca será tão fundamental quanto inteligência.

Imaginem a seguinte situação: Você esta numa festa e um cara muito gato [se homens lerem esse post imaginem uma mulher gata, não que eu acredite muito que homem liga para inteligência, pelo menos não todos] começa a paquerar você, naquele vem e vai de olhares, inúmeras possibilidades para um fim de noite a dois começam a passar pela sua cabeça. Você aproveita todo aquele clima de paquera, dá aquela jogada de cabelo e se prepara para ser abordada pelo “gato” em questão, imaginando que ali esta o seu príncipe encantado [ainda prefiro o Lobo Mau, mas tudo bem =P], o futuro pai dos seus filhos [e não tentem mentir, toda mulher pensa nessas possibilidades remotas e bizarras], depois de inúmeros olhares o dito cujo vai ao seu encontro, quando ele chega perto você sente aquele perfume maravilhoso sendo exalado do corpo daquele espécime masculino de tirar o fôlego, aí após apresentarem-se ele começa a “conversar” com você e você pensa: “PUTAQUEPARIU, burro assim nem se eu estivesse mais na estiagem do que o próprio nordeste”. E é, exatamente em momentos assim que percebo: Inteligência é fundamental e afrodisíaca.

Incrível como a beleza pode, e torna, quase tudo muito superficial, digam o que quiserem sou sim uma feiosa inconformada, não espero que a sociedade me aceite como sou até porque estou dando de ombros para toda essa hipocrisia que vem sendo divulgada e abraçada pela sociedade em que vivemos [/nojo mode on]. A vantagem de ter um blog é que posso aqui expor todo meu nojo e repudiar toda essa putaria, isso mesmo, PUTARIA, porque é isso que esta virando, uma putaria, ninguém se preocupa com ninguém a não ser que esse ninguém carregue abaixo da cabeça um busto enorme e abaixo da coluna uma bunda daquelas que só se vê na televisão aos domingos.

Esse post não foi causado por nenhuma situação que levasse a indignada que vos fala ao delírio verbal, o fato é que ao escutar a Fiona Apple recitando “When The Pawn...” senti uma vontade absurda de mostrar que também tenho cérebro, que dentro da minha cabeça tem algo além do vento que é tão, facilmente, encontrado nas cabecinhas ocas que convivem conosco todos os dias, e que me perdoem os desprovidos, inteligência conta sim, e caso não se lembrem, reitero aqui: “A beleza passa, mas a inteligência fica.”

Homens, façam suas mulheres delirarem com suas palavras antes de acharem que podem, simplesmente, leva-las para cama =)

Veríssimo...

Necessidades Sexuais

Nunca tinha entendido por que as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes. E nunca tinha entendido por que os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar à vontade, fazer carinhos, já estava bastante excitado e nesse momento, ela fala: "Acho que agora não quero, só quero que você me abrace. Me abrace, mas me abrace forte " Eu falei: "O QUEEEEEE??" Ela falou: "Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher".
Comecei a pensar onde podia ter falhado. No final, assumi que naquela noite, não ia rolar nada, virei e dormi.
No dia seguinte fomos a um grande hipermercado, do tipo Carrefour, com muitas lojas dentro dele. Dei uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem, a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos à seção de joalheria, de onde saiu com uns brincos de diamantes.
Estava tão emocionada! Deveria estar pensando que fiquei louco, agora penso que estava me testando quando pediu também uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga.
Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso; Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!
Quando ela falou: "Vamos passar no caixa para pagar" tive dificuldade para me segurar ao falar com ela: "Não, meu bem, acho que agora não quero comprar tudo isso". Ela ficou pálida. Ainda falei: "Só quero que você me abrace. Me abrace, mas me abrace forte". No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: "Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras como homem..."
Acredito que o sexo acabou para mim até o natal de 2010...


Luis Fernando Veríssimo

Lucky Seven












Simplesmente Patrick Dempsey.

Sobre velhice repentina...

Me sentei com algo para engolir o que me deixou engasgada desde sexta-feira, um gole ali e outro aqui e já se vão várias horas em frente ao computador pensando em coisas que nunca haviam me ocorrido antes, ou se ocorreram foi por um período de tempo tão breve que nem me ocuparam tanto a mente, mas nesse exato momento os pensamento insistem em continuar balançando minha data de nascimento num letreiro enorme e para aumentar a intensidade, em neon. Não que eu esteja com o prazo de validade breve a expirar [ou talvez esteja], mas a minutos atrás cheguei a uma conclusão deveras precoce: Estou velha.

Com 26 anos me sinto velha, acontecimentos recentes me levaram a ponderar sobre minha avançada idade psicológica. A maioria dos meus amigos são mais novos que eu, isso não deveria ser problema e nem sempre o é, mas para ser sincera esses dias tem sido sim. Tenho orgulho da bagagem que acumulei nesses 26 anos de vida, e acho que eles me vieram pesar cedo demais, mas neste exato momento eles pesam e como pesam. Ao me lembrar da saída de sexta-feira percebi que as pessoas com as quais sai em sua maioria não tem nada em comum comigo, os desejos e anseios que eles agora nutrem são coisas que nutriam os meus anseios cerca de cinco anos atrás e agora me sinto perdida dentre toda essa moçada [Moçada = palavra que minha avó usaria], eles são tão jovens e tão vivos e essa juventude ofende minha calmaria interna. Pode parecer que não me diverti na sexta, mas não é esse o ponto, longe disso, me diverti muito, ri horrores e até relembrei certos momentos da minha época de baladeira constante, mas volta e meia eu pensava: “Isso não é mais para mim!”. Adoro balada, adoro shows, adoro música, adoro sair e conversar, mas estava deslocada, me senti estranha em certos momentos e lembrei de algo que eu e a Dovi havíamos conversado no mesmo dia, sobre certas coisas não fazerem mais sentido, e é fato, elas não fazem.

Acho que preciso tirar dos ombros os 10 anos a mais que me dei como castigo, castigo sabe Deus porque, mas volta e meia me castigo por algo. Volta e meia dizendo que estou velha demais para isso ou velha demais para aquilo outro. Hoje resolvi dar para o meu Blog uma roupa nova, todos merecem um par de meia por mês [Sim, eu acredito nisso!] e na procura pelo novo par de meia para o Contos e Café me deparei com lindos templates... Um template em especial com ovelhinhas e um quarto ao fundo de uma janela muito me agradou e sabe Deus que um ano atrás seria a minha escolha por um bom tempo, mas agora? Estou velha demais para ele, me senti uma menina com aquele template alegre e cheio de ovelhinhas, porque tanta preocupação com estar velha? E olha que eu nem sequer estou, hein? Não saberia precisar porque me deixei ocupar com essa minha velhice súbita, mas cá estou postando sobre uma velhice que não pertence e com medo de não alcançar metade dos meus sonhos por estar “velha” demais para esperar por eles.

Se contar sobre isso para o Bruno ele me dirá: “Você está é com medo de ficar sozinha!”, e o que a senhora aqui irá responder: “Sim, eu sempre estou!”.

Bom resto de domingo.

She Looks To Me...

Looks to me like heaven sent
No lullaby kid no 5%

Anyway you want to cut that cake
She's dyin' from the likes of abandonment

Lost in the valley without my horses
She need somebody to hold

It looks to me like heaven
Sent this for your roughest night
She looks to me
She looks to me all right

Who's going to take you home
And hold you when things aren't so bright
She looks to me
She looks to me all right

It's a long walk down those tracks
It's a dirty walk in
It's a dirty walk back
Gonna learn awe way too much
Shootin' dope in the back
Of a cadillac jack

Slow down the road to my back 40
She needs somebody to hold

Down in the south seas
Give me your mouth please
Resuscitation
Is the way I find these
I give you major
You give me minor
Don't fade away
Like an ocean liner
Now

Lost in the valley
Without my horses
No one can tell me
What my remorse is

God made this lady
That stands before me
She need somebody to hold

She shows the world up with a smile
And then she throws the fight
She looks to me she looks to me
All right

Down on the bathroom floor
She's searching for another light
She looks to me she looks to me
All right


Red Hot Chili Peppers "She Looks To Me"

Sobre pingos de chuva, música para alma e lágrimas iminentes...

Alguns dias atrás li um amigo dizer que a chuva podia ter a graça que tinha na infância, ou algo assim, isso me levou a devanear sobre os dias nublados e ventinho frio que a chuva carrega nas mãos.

Quando pirralha eu adorava tomar banhos de chuva, deixar aquele monte de pingos gelados caírem no rosto e esperar minha mãe aparecer na janela ensandecida dizendo que eu iria ficar gripada e que ficaria de castigo a semana inteira, mas isso não era de todo ruim, os pingos da chuva e correr com os amigos pelas águas correntes nas calçadas muito me empolgava. Como tudo aquilo era divertido e único, quando se é criança a vida tem uma beleza tão mais constante, tudo é avassalador e vale cada pingo seja lá do que eles forem, momento nostalgia? Talvez, mas a verdade é que de quinta para sexta-feira fui acometida por uma falta de sono sem precedentes e não consegui pegar no sono. Acordei as 8:30hs da manhã de quinta e as horas passaram até que começaram a se arrastar, fazendo uma coisa aqui, outra acolá, mas nada ajudava consideravelmente. Doses de WoW, doses de filmes, doses cavalares de Grey’s Anatomy, doses ainda maiores de importunar o Nil, a Dovi e o Wish, e lá se vão algumas horas, daí veio a noite e eu ainda os perturbava, mas era eu quem já se sentia em abuso, sono onde ousa ir?

E fiquei a madrugada inteira conversando, e jogando, e tendo crises bizarras de humor, falta de sono causa cada coisa que só quem já teve sabe dizer. Madrugada de quinta para sexta me deitei para dormir, você dormiu? Bem, eu não. A chuva insistia em bater no telhado e escutar aqueles pingos caindo e caindo foi como entrar em transe, como uma certa gripe persistente veio me visitar umas duas semanas atrás e resolveu fazer morada no meu ser eu ainda hesitei, juro que tentei me conter, pneumonia nunca foi alguém que eu achasse o máximo conhecer, mas vamos lá, pior que as coisas estão é difícil ficar. Vesti um vestido aleatório que estava ao alcance das mãos, soltei o cabelo e abri a porta. Abri o portão, dei uma olhada no movimento [Só eu mesma para achar que várias pessoas estariam fazendo sabe Deus o que as 5:30am na chuva], me encaminhei para a pontinha da calçada onde eu conseguiria ver bem tudo ao meu redor, e sentei lá.

Sentei, ajeitei o vestido, joguei os cabelos para trás, fechei os olhos e pensei: “Let it rain on me!”. E a chuva generosamente me lavou, me limpou, tirou metade do peso dos meus ombros, creio ter ficado certa de meia hora assim, só sentada e com a chuva caindo no meu rosto. Tanta coisa passou pela minha cabeça, repensei tanta coisa que tenho feito fora de hora, pensei em tanta gente que passa pela vida e pensei nas que ficam, pensei nos meus sonhos que estão tão desacreditados aos meus olhos, pensei na saudade absurda que me consome a alma, pensei em amor, pensei em ódio, pensei em pequenos gestos, pensei em levar projetos adiante e em cancelar alguns outros, pensei em morte, pensei em viver, e depois de tanto tempo pensei mais em mim. Isso mesmo, eu estava tão esquecida dentro de outra pessoa que eu nem sentia mais a minha falta, mas senti, e me peguei de volta. E é tudo tão intenso aqui dentro que parece que a qualquer momento vou entrar em colapso, mas não vou, não dessa vez, é como diz a canção:

Don't let your ears refuse to hear
Or you ain't never going to shake this sense of sadness.”

Então eu vou sim, deixar tudo isso ser lavado e levado pela chuva, pelo vento e vou ter fé, porque sim eu ainda sou dessas que tem fé e que não desistem. E recomendo: Tomem banho de chuva, faz milagres.

E depois da chuva: Feliz aniversário de 24hs on para mim, mais um dia para ser arrastado por correntes, e as horas, simplesmente, não passavam, meu dia ontem durou absurdos dois meses inteiros para acabar. Ri muito, brinquei horrores, joguei menos do que de costume, assisti uns três começos de filme diferentes, não terminei nenhum deles, mas paciência eu não tinha nem sequer para mim mesma, passei o dia correndo o risco iminente de descer a pancada em mim mesma, assim sendo, nada de espelhos para mim, garçom, obrigada. O bom humor ia e vinha, mas não por mia culpa, mas por culpa do cansaço que o sono não vinha curar. Creio eu que estava absurdamente irritante e chata, vide ter sido grossa com a Dovi e nem me tocar do fato. As 00:38am de hoje cansei de mim mesma, tomei um banho quente, preparei um chá de camomila, coloquei Ray LaMontagne como trilha sonora pros meus sonhos que em algum momento apareceriam e me deitei, vi um pedaço de mais um filme, parei com o filme, voltei pro braços do Ray e chorei enquanto ponderava sobre ter sido rude com a parte que me mantêm em pé e tentando, chorei pela Dovi, chorei pelo Bruno, chorei pelo amor que me come os dias, chorei por mim, chorei por tanta coisa que não sei quando foi que desidratar se tornou impossível para mim. Que venham as próximas chuvas e que a gripe que piorou, consideravelmente, passe.